Em cada canto do mundo, ela recebeu nomes que nascem da fé e da experiência do povo. Para uns ela é a Senhora de Aparecida, de Guadalupe, da Piedade e da Conceição; para outros, é a Virgem de Nazaré, de Fátima, da Penha e de Caravaggio. Para todos, ela é a Mãe amorosa, de mil nomes, de tantos lugares, rostos e cores.
Também entre os Maristas, Maria ocupa um lugar especial no coração e na espiritualidade. Inspirado por sua profunda confiança nela, São Marcelino Champagnat a invocava com ternura e simplicidade. Em seus escritos, Maria aparece como “recurso habitual”, “primeira superiora” e “mãe comum”.
Contudo, o nome que mais brota de sua devoção, e que melhor expressa sua experiência de fé, é aquele pelo qual a chamava com carinho filial: Boa Mãe.
Esse título revela não apenas uma forma de invocá-la, mas um modo de viver a fé: confiar em Maria como presença materna que acolhe, protege e conduz sempre a Jesus.
Amplamente conhecida em todo o Instituto Marista, essa imagem mariana tem atraído cada vez mais a admiração de pessoas para além do meio marista.
No Brasil, por exemplo, já há comunidades eclesiais e grupos de oração que a adotaram como sua padroeira. Pode-se dizer que a semente da devoção à Boa Mãe está germinando em solo brasileiro.
E foi o crescente interesse das pessoas por essa imagem de Maria que motivou Irmãos, leigas e leigos das províncias brasileiras a solicitar, em 2024, que a União Marista do Brasil instituísse o Dia Nacional Marista de Nossa Senhora Boa Mãe, a ser celebrado, anualmente, no dia 04 de maio.
A escolha do 04 de maio como dia da Boa Mãe nasce de um episódio que revela a profunda confiança de São Marcelino Champagnat em Maria.
Em 1830, o noviciado marista de L’Hermitage foi ameaçado de fechamento pelo prefeito De Norvins, colocando em risco o futuro do jovem Instituto. Diante da ameaça, Champagnat não se desesperou: convidou os Irmãos a renovar a confiança em Maria, cantando diariamente a Salve Regina.
De forma inesperada, no dia 04 de maio, o prefeito foi substituído e a perseguição cessou. Para Champagnat e seus Irmãos, era mais um sinal da proteção materna de Maria sobre a obra marista.
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